Sou feito de noites que nunca dormem, de batidas que atravessam existências, de passos de dança que respiram a alma do povo. Sou, na verdade, um reflexo de tudo o que ouvi, senti e vivi. Da minha infância em Juiz de Fora aos palcos de Brasília, Salvador, São Paulo ou Rio de Janeiro — de cada cidade que, com certeza, me atravessou de forma única, e de cada festa que trouxe uma nova camada de quem sou e do que quero compartilhar com o mundo.
Quando toco, não estou apenas “passando músicas de um lado para o outro”; estou unindo momentos, pessoas e histórias. Uma fusão de afrobeats, hip hop e brasilidades, uma celebração da ancestralidade, uma lembrança de que, apesar das distâncias, estamos todos conectados. Entre um set e outro, vou deixando fragmentos do meu caminho: da dança, da moda, da luta social. Cada parte de mim se reflete no som que crio, na forma como me visto e no modo como me movimento.
Já toquei em festas como Ensaios da Anitta, Bloco do Silva, Festival Na Praia e Bloco Tropkillaz, mas, mais do que os nomes, o que realmente importa é que, a cada evento, somei um novo “episódio à temporada”. Seja com grandes marcas como Budweiser e Redbull, ou ao lado de artistas como Ellen Oléria, Zudizilla e Thiago Jamelão, meu objetivo é sempre criar uma conexão ímpar. Criar momentos em que a música transcende, que vai além do ouvido e chega ao corpo e à alma.
Estou apenas começando a traçar novos rumos, como Bambaflow, U Rolê a Festa e Africanizesessions, mas meu propósito permanece o mesmo: usar a arte como instrumento de transformação, questionamento e celebração da vida.
Prazer, Umiranda.